Casamentos no Litoral Norte

Casamentos em Ilhabela movimentam baixa temporada 

Dinheiro pode não trazer felicidade, mas a felicidade de muita gente que está casando em Ilhabela está trazendo dinheiro para a cidade do litoral norte. “Nós fizemos um estudo com o Sebrae em 2013 o que entra é uma média de R$ 8 milhões por mês é o que entra pra economia de Ilhabela só com os casamentos, envolvendo bufês, cabeleireiro, aluguel de imóveis, transporte, espaço de casamentos, músicos”, contou ao Virgula o secretário de Turismo, Harry Finger.

“Quando eu descobri isso como um nicho importante pra cidade, nós fizemos um planejamento em 2011/2012 pra crescer de 10% a 20% ao ano. Só que vem crescendo de 25% a 30%. Nós já chegamos hoje a uma média de 150 casamentos/ano e nós queremos até o final do ano que vem duplicar. A gente acredita que possa chegar nisso que o investimento é forte, tanto a participação em feiras, trabalhos com blogueiras, assessoras de casamento”, afirma.

Segundo o secretário, os casamentos ocorrem mais entre março a novembro. “No verão, quase não acontece”, atesta. “Pra baixa temporada é importantíssimo. Existem meses aqui que em todo final de semana tem dois, três casamentos. A ideia é pode ter três, quatro, já que hoje são 15 espaços regulares para isso. Tem dono de restaurante que me para na rua e diz, olha Harry, eu só tô vivo por causa dos casamentos. Eles estão salvando alguns restaurantes”, diz.

Harry comenta também que até mesmo quem não tem nada a ver com os casamentos pode acabar faturando. “Teve um casamento aqui com gente de alto poder aquisitivo e um amigo meu que tinha uma casa de 500 metros quadrados alugou a casa por causa do ar-condicionado. Todas as flores do casamento ficaram três dias na casa para o decorador montar, ele alugou a casa por 3, 4 dias e ganhou R$ 5 mil, R$ 6 mil reais”, revela.

Ele diz que em casamentos com 300 a 400 pessoas, os convidados chegam a fechar dez pousadas, mas que já houve casos de festas para 1.300 em que a ocupação máxima da ilha foi alcançada. “A ideia de casamento vem de alguns anos. Antes, era muito na raça mesmo, vinham caminhões de bufê, caminhões com flores para decoração, hoje em dia já existe uma estrutura na cidade onde praticamente 70% do que você precisa para um casamento você tem aqui”, aponta.

O secretário afirma também que alguns aproveitam para quebrar o protocolo.  “Tem muitos casos em que a noiva chega de canoa pelo mar”, diz. De fato, tudo fica melhor e mais leve quando se está cercado pelo mar.